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Viver plenamente é: ultrapassar barreiras através da arte

Em traços precisos e cores vibrantes as telas ganham vida nas mãos de Jefferson de Lima Neto. A cada pincelada suas obras se enchem de significado e encantam pela beleza e características marcantes. Um dom que antes era apenas passatempo nas horas vagas do artista, há cerca de dois anos tornou-se seu grande aliado para vencer as barreiras contra o câncer.

 

Viver plenamente é: ultrapassar barreiras através da arte

 

Natural do Rio de Janeiro (RJ), o professor de história aposentado encontrou no impressionismo e no expressionismo abstrato as técnicas perfeitas para conduzir a sua arte. Inspirado em grandes nomes, como Van Gogh, Jefferson estudou técnicas em escolas do RJ e as trouxe para o sul do Brasil, onde reside atualmente.

Foi após um acidente de carro que o artista descobriu o tumor no braço direito. Entre uma pintura e outra os movimentos ficaram limitados e um transplante de medula foi necessário. Mesmo assim, o fato não o impediu de lutar pela vida e encontrar no amor a força para seguir em frente. “No princípio foi difícil, mas graças a Deus descobri que era capaz de continuar minha arte com a mão esquerda e me fortalecer com o apoio da família”, conta.

Com a doença, a sensibilidade e a capacidade de leitura dos ambientes ficaram aguçadas. As pinturas ganharam traços mais fortes, rebuscados e carregados de sentimentos. Aos poucos as obras foram conquistando novos admiradores e, quando menos esperava, Jefferson viu telas espalhadas pelo Brasil, Portugal e Itália.

Sem o amor da família e a pintura, o artista conta que não seria capaz de ultrapassar algumas barreiras. Mesmo diante da dificuldade, ele acredita que “se você colocar um pouco de amor naquilo que faz, tudo passará a ter sentido. Seja na vida pessoal ou profissional”.

 

Viver plenamente é: ultrapassar barreiras através da arte

Viver plenamente é: ultrapassar barreiras através da arte

 

A inspiração está em todos os lugares

Questionado sobre suas principais inspirações, Jefferson não esconde que sua esposa Teresinha é a maior delas. Mas também encontra na literatura, no jazz e no vinil o incentivo para suas telas.

Seja em forma de protesto, como a pintura sobre o desastre de Brumadinho, ou mesmo para registro de momentos e lugares importantes, todas as telas são pinceladas com fortes sentimentos. “De certa forma tudo que acontece no mundo serve como fonte de inspiração, basta abrirmos nosso olhar”.

Aos 72 anos, o artista revela que tem muito a aprender. Ele conta que com a doença percebeu que a grandeza das pessoas está na força que cada um traz consigo. O segredo para seguir em frente está no amor, na crença, na ética e liberdade de consciência, sentimentos capazes de gerar transformações. “Eu preciso acreditar em mim mesmo. Por isso sempre digo: eu posso”!

 

Texto: Jéssica R. Mallmann
Créditos: Jornal A Hora

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