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Hemofilia: por uma vida sem sangramentos

Neste domingo, 17, é celebrado o Dia Mundial da Hemofilia. Conforme a médica Hematologista do CRON, Juliana Kratochvil, a data desestigmatiza a doença que, por muito tempo, foi associada ao fato dos pacientes não poderem fazer nada em razão dos sangramentos intensos. “Mas agora, como existe a reposição do fator afetado, há uma antecipação dos acontecimentos, uma prevenção que evita sangrar, e os pacientes têm mais qualidade de vida”, explica.

Você sabe o que é a doença?

Toda vez que uma pessoa sofre um corte, o corpo sangra até que as plaquetas e certas proteínas entram em ação para barrar o sangue. A hemofilia é uma condição que faz com que um indivíduo seja incapaz de produzir essas proteínas para impedir o sangramento prolongado.

Quem tem hemofilia também pode sofrer lesões espontâneas e sangrar com maior facilidade, mesmo sem marcas físicas ou problemas visíveis que podem ter ocasionado os sangramentos. A doença também pode ocorrer no interior do organismo, dentro dos músculos.

Dois tipos de hemofilia

A enfermidade é crônica, ou seja, atinge o indivíduo durante toda sua vida, podendo ser leve, moderada e grave. Existem dois tipos:
– Hemofilia A: afeta a proteína de fator VIII
– Hemofilia B: afeta a proteína de fator IX

O diagnóstico é confirmado por meio de um exame de sangue que faz a dosagem dessas proteínas!

Quais são as causas?

A hemofilia é causada por um defeito genético no cromossomo X, que é passado pela mãe, ou seja, é uma doença genética. No entanto, essa é uma doença que afeta mais os homens, sendo que uma mãe que tenha o gene da hemofilia pode não apresentar sintomas, passando adiante somente para alguns dos filhos homens.

Fique alerta aos principais sintomas:

– Sangramentos que surgem sem nenhum trauma ou razão aparente;
– Sangramentos frequentes no nariz e na gengiva;
– Marcas roxas e lesões pelo corpo sem motivo e que podem ter sido causadas por um sangramento debaixo da pele;
– Dor forte e restrição de movimento nos joelhos e tornozelos, por conta de sangramentos internos;
– Cortes que levam muito tempo para parar de sangrar.

Formas de tratar

– O paciente com hemofilia pode receber aplicações das proteínas que não estão presentes em seu sangue para ajudar na coagulação;
– Há também medicamentos que auxiliam no tratamento, sempre prescritos por um especialista.

A hemofilia não tem cura, mas os pacientes com o diagnóstico podem ter uma vida normal, com os cuidados necessários e leves restrições, como a prática de alguns esportes, como judô, rugby e futebol, por exemplo.

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