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Por que surge o câncer?

Desafio que acompanha a humanidade desde a antiguidade, o câncer segue presente no rol das doenças modernas. E segue, em partes, incompreendido.

Atualmente, desperta atenção por haver um incremento relativo em sua incidência e pelo grande investimento que vem sendo feito, em busca de sua cura.

Mas afinal, que doença é essa?

 

Câncer

 

Todo nosso corpo é composto por células, que se agrupam no que os médicos denominam de tecidos e estes, uma vez agrupados, são chamados de órgãos. Todas as células se reproduzem, embora algumas o façam apenas por um período curto de vida do indivíduo, outras o farão ao longo de toda a vida. O controle do mecanismo de reprodução celular é controlado pelo DNA que se encontra no núcleo da célula.

Bem, existem gens (estruturas que compões o DNA) que podem, em determinadas condições, gerar células defeituosas – a base do câncer – capazes de burlar os mecanismos de controle existentes no organismo e a partir daí, desenvolver um câncer. Este é um fator hereditário e não o dominamos ainda.

Mas, existem fatores externos, agentes que, ao entrarem em contato com o organismo, são capazes de alterar/danificar o DNA (nosso código genético), fazendo com que as filhas desta célula adoentada, sejam doentes também e capazes de burlar o sistema de vigilância do nosso organismo, desenvolvendo-se como doença maligna, ou seja, câncer.

Dos inúmeros agentes externos que podemos listar, cabe salientar o sol, cujos raios penetram na pele e causam dano ao DNA celular; o cigarro, que contém inúmeros agentes altamente cancerígenos; o asbesto, recentemente banido de nossa vida por conta do risco e algumas drogas, em especial, hormônios.

Esses agentes externos podem alterar de várias formas, mas o resultado termina por ser o surgimento de uma célula potencialmente maligna.

A célula maligna caracteriza-se por ter um potencial de multiplicação ilimitado, capacidade de invadir estruturas vizinhas e capacidade de se “soltar”, por assim dizer, entrar na corrente sangüínea ou linfática e se deslocar para órgãos distantes, criando lá um novo foco da doença, o que os médicos chamam de metástases.

Nossos gens, não podemos programar e tão pouco, controlar. Mas agentes externos sim. E esta talvez seja a estratégia mais inteligente no controle da doença, mais barata e menos dolorosa. Pensar em saúde como entidade atuante no processo de cura é importante, mas estabelecer estratégias de prevenção é a melhor saída!

 

Dr. Hugo Schünemann
Oncologista – CRM: 15663

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