Cron - Centro Regional de Oncologia

Testes genéticos contra o câncer de mama

Especialista explica como os exames ajudam profissionais a identificarem mutações nos genes BRCA para adotar medidas de prevenção à doença

 

A detecção precoce de nódulos é crucial para o tratamento de qualquer câncer. Quando se refere ao tumor de mama, o autoexame e o acompanhamento médico periódico são as formas mais conhecidas para identificar a doença.

Recentemente, contudo, pesquisadores revelaram que o mapeamento genético é o novo aliado na descoberta do câncer de mama, por exemplo. Hoje, laboratórios e centros de oncologia já apostam nesta tendência para prevenção à doença, como explica a médica oncologista do Centro Regional de Oncologista (CRON), Camila Jeremias.

O câncer de mama é comum ao sexo feminino e estima-se que cerca de 5 a 10% dos casos da doença tenham relação hereditária. Grande parte destas ocorrências estão associadas às mutações nos genes BRCA 1 e 2, que podem ser identificadas nos exames de mapeamento genético. “O BRCA 1 e BRCA 2 são moléculas que corrigem os “erros” do DNA ao longo da nossa vida. Portanto, eles têm a capacidade de nos proteger do aparecimento de doenças”, explica Camila.

De acordo com a oncologista, quando esses genes sofrem mutações, perdem a capacidade de correção do DNA e, com isso, deixam o organismo mais suscetível aos cânceres, especialmente o de mama e de ovário. Nas pacientes em que a alteração genética é detectada, o índice de desenvolvimento de câncer de mama, inclusive em idade precoce, pode atingir até 80%. “Além do câncer de mama e ovário, as mutações nos genes BRCA estão associadas a um risco aumentado de câncer de pâncreas, melanoma e próstata”. ressalta.

 

Como descobrir a alteração?

Camila explica que a mutação nos genes BRCA deve ser suspeitada (é raro de ser encontrada) em mulheres que recebem o diagnóstico de câncer de mama antes dos 50 anos ou que possuem vários casos da doença na família. “É importante lembrar que histórico familiar positivo para câncer não é sinônimo de alteração, visto que muitos casos podem estar associados a outros genes de prédisposição hereditária ou casos esporádicos”, destaca.

O diagnóstico de BRCA é realizado por meio de coleta de amostra de sangue ou saliva, analisada em laboratório. A primeira pessoa a ser testada na família deve ser aquela com câncer de mama ou de ovário diagnosticados.

 

O que fazer?

Quando há o diagnóstico de mutação nos genes BRCA, medidas estratégicas de vigilância e redução de riscos são adotadas. Isso inclui o rastreamento aprofundado, com exames específicos e, em alguns casos, intervenção para retirada das mamas (mastectomia) e dos ovários (ooforectomia) de maneira profilática.

Para as pacientes que já foram diagnosticadas com câncer, também é importante realizar a pesquisa afim de propôr tratamentos individualizados. “São as chamadas terapia-alvo, em que as medicações podem atacar diretamente o tumor e entregar excelentes resultados com menos toxicidades para o paciente”.

 

Como o CRON atua?

A avaliação genética de mutação nos genes BRCA é fundamental em casos específicos de câncer de mama e de ovário e pode modificar, inclusive, a abordagem terapêutica dessas pacientes. “A realização de uma oncologia de excelência inclui permitir que esses testes estejam mais facilmente disponíveis e mais acessíveis, além de fornecer e difundir à população informações que são relevantes sobre essas mutações e suas abordagens”, afirma Camila.

Por isso, o CRON fortaleceu a parceria com o laboratório Genomika Einstein, do Hospital Albert Einstein, para proporcionar tratamentos personalizados àquelas pacientes com diagnóstico de câncer, preservando a qualidade de vida e “transformando o câncer em uma “doença crônica”, que pode ser perfeitamente tratável”.

 

Texto: Jéssica R. Mallmann
Créditos: Estúdio A Hora

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